Porque é possível crer pensando e pensar crendo!

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Uma coisa me chama muito atenção nas redes sociais: Elas definitivamente são encaradas como a extensão verdadeira da vida real. Funciona mais ou menos assim: Uma informação sobre alguém só é oficial quando esse cidadão atualizou algum dado no Facebook. Por exemplo, socialmente, alguém só está definitivamente namorando outro alguém quando ambos os status estão dizendo isso.  Dessa forma, o Facebook se tornou a fonte com maior credibilidade possível para acreditemos se alguém está ou não está junto com outra. É uma espécie de cartório, menos burocrático e mais dinâmico.

Nem quero entrar nos méritos de que a sociedade evoluiu e a novas formas de interação caminham cada dia mais para esse universo virtual, apenas quero expor uma percepção que tive de que essa cultura também já pode ser visualizada dentro das igrejas, dos crentes, da cultura gospel.

Como tenho alguns amigos cristãos na minha rede de contatos, todos os dias sou bombardeado de informação “gospel” na timeline da rede. Isso já se tornou inevitável. Quando me dou conta, minha página está tomada de interações gospel e eu não tenho para onde fugir. Se ser cristão já é ser cool, na internet a coisa não muda. Diariamente são recadinhos, fotos, banner de eventos, versículos, musicas, vídeos.. enfim, não tem jeito, se a internet transformou-se numa vitrine virtual o mundo “gospelizado” não seria diferente.

Não vejo problema em compartilhar alguns materiais com os amigos, eu mesmo faço isso o tempo todo. Entretanto, me assusto com algumas coisas que vejo nestas postagens falando sobre Deus, o Reino dele e seu filho, Jesus.  Estamos criando uma cristantandade virtual, que assim como os internautas, perderam o controle do que andam falando e compartilhando faz tempo.

De forma geral- com algumas exceções - percebi que esse conteúdo “gospelizado” expõe certa arrogância, certa exclusão religiosa, informação antibiblica, descontextualizações textuais, favoritismo individual, e o reforço das ideias de um maniqueísmo divino.

Outro dia, alguém postou uma imagem forte de uns tsunamis com a mensagem: “Todas as nações que não confessarem VERÃO que só Ele é Deus”. Achei aquilo de um nível tão baixo que mal consegui disfarçar minha indignação.

Numa outra vez, alguém postou: “Se Deus é por mim, quem será contra mim?”. Isso, além de descontextualizado, sugere uma preferência de Deus por alguém. Uma espécie de favoritismo ridículo que não é nada perto da característica de Deus.

Outra vez ainda, vi alguém que postou uma frase de um monge tibetano falando sobre paz, amor, e alegria. Logo pensei: “Como posso deixar com que uma pessoa que professa um Deus, mas não vê Cristo como filho e modelo de gente me ensinar sobre paz, amor, e respeito ao próximo?”.

Agora, depois de perceber isso, fiquei atento. Estou tomando cuidado com o que ando compartilhando, sempre pensando em que exemplo de Deus eu tenho passado para meus amigos e que características de Jesus eles tem visto em mim, pois é bem comum gente que se enclausura numa filosofia/ética/moral cristã, mas não conhecer o milagre da graça de Cristo. É possível frequentar uma igreja, ser batizado, professar uma religião, acreditar em Jesus, mas tudo isso não passar de uma “amizade colorida”. É muito fácil compartilhar uma imagem, mas não saber compartilhar um pão. É muito fácil compartilhar uma frase, mas não compartilhar os lamentos. É muito fácil compartilhar um versículo, mas não saber aplica-lo.

Portanto, já decidi. Eu desejo atualizar meus status para: “Em relacionamento sério com.. Deus”, e te convido a querer isso também, pois dizer que é cristão e fazer questão de mostrar isso no Facebook não revela nada a respeito da vida com Cristo.

 Murillo Leal

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É comum terminarmos nossas orações dizendo “em nome de Jesus”. A origem desse costume está relacionada ao ensinamento de Cristo registrado em João 14, quando diz que “o que pedirem em meu nome, eu farei”. Olhar para um texto bíblico sem analisar o seu contexto, é, sem dúvida, um pretexto para ensinar uma heresia. Jesus diz, nesta passagem, que “está indo para o Pai”, e os discípulos que ficam, farão “obras maiores” do que Ele fez. O maior citado não é no sentido de grandiosas, mas sim no sentido de tempo. Jesus estava se retirando da convivência física e os que continuariam, teriam mais tempo do que Ele para realizarem obras na Terra.

A expressão “em nome de” clara e obviamente significa falar em nome de alguém. Por exemplo, o jornalista Thomas Traumann é porta-voz da Presidência da República. Todas as vezes que Traumann discursa em caráter oficial, fala em nome da Presidência da República. O jornalista poderia terminar seus discursos dizendo “em nome de Dilma Rousseff, amém”, que significa “falo aqui no lugar da presidente Dilma, e assim seja”. Não há nada de herege ou ofensivo em assim dizer.

Do mesmo modo, acontece conosco em oração. Quando chegamos diante de Deus e desejamos orar em nome de Jesus, devemos ter a ciência de que nossas palavras sejam as mesmas que Cristo falaria em nosso lugar. A expressão “em nome de Jesus” não é um abracadabra que faz mágica, milagres e etc. Antes de tudo, pronunciar esta expressão mostra [ou deveria mostrar] o amor  que sentimos por Ele, uma vez que nossos desejos são submetidos à vontade Dele, e oramos ao Pai de acordo com aquilo que o Filho deseja. Significa também que vivemos uma vida de acordo com o que Cristo deseja para nós e mais, de acordo com a vida que o Mestre viveu. Em nome de Jesus também significa uma conversa de filho para Pai. Ao orarmos em nome de Jesus, somos também feitos filhos de Deus, uma vez que pedimos no nome do primogênito.

O mais maravilhoso de tudo isso está na promessa. Tudo o que pedirmos “em nome de Jesus” nos será concedido. Por isso é essencial conhecermos a vontade do Mestre, pois depois de termos esta vontade revelada a nós, basta pedirmos ao Pai que será concedido. Que promessa linda e que Deus maravilhoso, que revela a nós a Tua vontade e faz tudo quanto pedirmos no nome Daquele que nos tirou do império das trevas!

Luciano Bruno

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Já não podemos suportar o peso da religião. Não há como negar que adotar as condutas dela como forma de viver pode até ser moralmente bem visto e agrega um valor moral, mas durante a história da civilização isso gerou prejuízos incontáveis a humanidade. Temos inúmeros exemplos, principalmente se pegarmos a história de igreja inquisitória, que, por exemplo, matou milhares em nome de Deus e da missão equivocada de evangelizar.

Um pouco mais adiante, dentro de um ambiente social contemporâneo, essa imagem ainda não mudou. A igreja não conseguiu recuperar a mensagem inicial de Cristo, mas tem se tornado cada vez mais inquisitória, preconceituosa e indiferente. Em menos escala, mas tem.

Ter uma religião é associar sua imagem a um demonstrativo de superioridade em relação a aquele que não professa fé, entretanto, a luz da verdadeira realidade cristã, ir a igreja e cumprir com os preceitos cerimoniais não é indicativo verdadeiro de pertencer a Deus, pois um divindade que se faça real a condição da realidade humana não se expressa por meio da arrogância, da indiferença, da superioridade, da conduta moral, do orgulho, do castigo, da ostentação que a igreja moderna tem se afirmado.

Não podemos nos enganar. Ser religioso tem se tornado ser amigo dos sistemas humanistas, hedonistas, meritocratas, imediatistas, relativistas, é, por sua vez, se tornar inimigo de Deus.

Dentro desse contexto, fica difícil separarmos quem é o “lobo” e quem é o “cordeiro”, pois os dois apresentam a mesma aparência, a mesma faceta “santificada”. Eles sabem falar sobre a bíblia, são aparentemente “boas pessoas” do ponto de vista moral, são aparentemente impecáveis e irrepreensíveis, mas escondem por de trás um sistema cansativo e performático de evangelho falsificado.

 Eles se parecem muito com a imagem de Deus, mas no fundo são cobras criadas prontas para atacar e arrancar tudo dos seus servos. Os inimigos de Deus estão infiltrados entre o povo Dele e logo captam a essência comportamental comum, e além de reproduzir de forma convincente as características desse grupo, são ótimos manipuladores, e usam principalmente da moral cristã (os mandamentos) e dos princípios (os valores) para contra-atacar a verdade absoluta do reino.

Essa classe de líderes travestidos da cristandade tem dominado boa parte da massa ditas cristãs, por simples motivos, claro que não consigo mensurar todos, mas captei alguns:

 O tradicionalismo irredutível

O tradicionalismo engessa a possibilidade de questionamento. Muitas dessas referências de líderes não são sujeitadas a realidade do questionamento. Eles desempenham uma liderança déspota e centralizadora, que impõe leis aos fiéis e define para onde a doutrina e igreja vai andar. No cristianismo, é o caso do Papado, na igreja católica e do episcopado em algumas igrejas evangélicas. Lideres que não passam de ditadores de comportamento e se escondem dentro dos títulos e da ideia de representação divina para se afirmar. O problema disso é que ocupam o lugar no trono de Jesus e direcionam a igrejas a suas convicções, vontades, desejos, com certo ar “santificante”. Nem preciso mencionar que, “escolhido”, “santo”, “rei”, “líder”, “irrepreensível”, “inquestionável”, só há espaço para um: Jesus, o filho de Deus. O restante não pode exercer nenhuma conduta de perdoar pecados ou disciplinar alguém para santifica-lo. O tradicionalismo religioso sufoca a graça de Jesus na cruz.

A busca pelas “boas palavras” unida à fuga da realidade de morte

Há um movimento dentro das igrejas que se confunde a mensagem do evangelho com a mensagem do otimismo sem profundidade. Os tais “lobo” se baseiam numa teologia do sucesso para arrecadar membros e sustentar sua fortuna, e se esquecem de pregar o sacrifício que Jesus expõe em Mateus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” e a graça que vinha após isso. Há uma tentativa de levar uma mensagem “leve” aos ouvidos dos cristãos e deixa de expor a realidade de morte a qual o nosso pecado nos inseriu com Adão. O foco da mensagem não é a graça, mas a “sorte de bênçãos” que alguém pode atingir quando se rende a Cristo. Não tem mentira nessa mensagem, mas quando ela é enfatizada sem que mencionemos a realidade pecaminosa que somos, criamos uma negligencia e ocultamos um perigo a qual estamos expostos: Viver uma vida religiosa sem estar com Deus, sem ter relacionamento com ele e criamos uma relação de causa-benefício, transformando Ele em um meio de adquirir feitos, bênçãos, desejos e  assim, caminharmos lentamente para a morte. Não se esqueça! Os inimigos de Deus são amigos dos desejos dos homens.

Falta de conhecimento bíblico.

Não conhecer a bíblia é o erro mais grave e mais corriqueiro que os cristãos praticam. Quem não conhece a bíblia não sabe se defender desses falsos cordeiros, pois sem entendê-la, são presas fáceis de der enganadas. Muitos cristãos têm sido enganados porque aceitaram as palavras desses homens sem consultar as escrituras, ou ainda, até consultam, mas não entendem o que leem ou se rendem a interpretação equivocada. Essa dificuldade é geral.  A ignorância a respeito da bíblia tem levado muita gente a adotar teologias mais diversas e hereges possível.

Além disso, alguns de nós lemos a palavra, mas apenas superficialmente, não temos o hábito de contextualizar, entender, por isso aceitamos uma mensagem fora do contexto como verdadeiras. Alguns de nós saímos cheio de dúvidas da igreja simplesmente porque temos vergonha ou medo de questionar. Conheço bons cristãos, mas que estão perdidos na ignorância pela falta de conhecimento bíblico. Gente que tinha tudo para ser um bom cristão, submissão, obediência, boas obras, vida reta, mas se vendem ao evangelho maltrapilho pelo mau relacionamento com as escrituras. A bíblia em mãos e ouvidos errados é uma arma de heresias.

Pulando para fora da religião.

“Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.” Filipenses 3:18

De todos os males, o pior é quando nos entregamos a essa religiosidade que parece dar sentido, mas é vazia de significado. Uma religião que nos joga para cima, mas não acolhe na queda. Uma religião que é cheia de símbolos, mas pouca verdade. Uma religião que exalta gente, e diminui Deus. Uma religião que promete, mas não das consequências. Uma religião bonita e útil, mas traiçoeira e mortal. Lobos são letais, e se não nos atentarmos, seremos instrumento dessas pessoas, que tem cara de cristão, se comporta com tal, fala como tal, e até professa o Senhor, mas são ferramentas de Satanás entre a igreja.

Murillo Leal

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Se eu te perguntasse o que representa melhor à fé cristã: sentir ou saber, o que você responderia?

Se te ajuda, a definição de saber na língua portuguesa é: estar informado de, ser capaz de fazer algo, ter a certeza. Por outro lado, a definição de sentir na língua portuguesa é: ter uma sensação física e/ou psicológica, pressentir. A fé é saber ou sentir?

Nos últimos 40 anos, a igreja evangélica brasileira passou por um processo de mudança. Passamos a ser a geração da sensação. É comum ouvir “eu sinto que você não gosta de mim”, ou em casos extremos “eu não consigo sentir que Deus me ama”, “eu não me sinto filho de Deus”.

Hebreus 11 diz que a fé é “a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. Fé é certeza, é saber e saber com certeza, ou seja, sem sombras de dúvidas. “Eu sei que Deus me ama”, “eu sei que posso vencer o pecado e injustiça”, “eu sei”. Carl Jung disse “eu não creio em Deus, eu sei Deus”.

A experiência de sentir a presença de Deus é rica, rara, indescritível, surpreendente, arrebatadora e arrasadora em todos os sentidos. Algumas pessoas já estiveram e se sentiram verdadeiramente na presença de Deus e outras tiveram a sensação de sentir a presença de Deus, Parece redundante, mas não é.  Sobre isso, C. S. Lewis disse que se trata de duas percepções diferentes. A sensação de sentir a presença de Deus pode ter origem na imaginação, enquanto sentir de fato a experiência de estar na presença não necessita nenhuma “consolação sensível”, conforme afirma Lewis no livro Cartas a uma senhora americana.

A verdade é que aqueles que dizem sentir a presença de Deus o tempo todo ou estão mentindo ou simplesmente estão na sensação de sentir a presença de Deus. Ed René Kivitz afirma que “ser envolvido pela presença de Deus e sentir verdadeiramente esta presença infunde em nós um temor sem precedente, quase que um pânico”. Essa afirmação pode ser comprovada se lembrarmos que na Bíblia, as pessoas que foram envolvidas por Deus e se sentiram verdadeiramente na presença de Deus ouviram do Pai a frase “Não temas!”. O temor sentido também é por causa do senso de pecado e de inadequação diante da presença de Deus, tal como disse Isaías “Ai de mim, estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros” (Isaías 6:5).

Sentir a presença de Deus é uma experiência majestosa e inesquecível. Mas fé é certeza. É saber que Deus está aqui, ainda que eu não sinta. Livros e testemunhos de pessoas que tiveram grandes experiências sobrenaturais, de serem arrebatadas e levadas ao céu, ao terceiro céu, ao inferno e muitos outros lugares repercutem grandemente online e off-line. Algumas pessoas dariam tudo para ter experiências assim, para serem mais crentes e fieis ao Senhor. Sobre isso, leia II Pedro 1: 16 a 21. Pedro se gloria de ter estado com Jesus e ter sido testemunha ocular de inúmeras experiências, como por exemplo, a transfiguração de Cristo.  Mas Pedro ressalta que mais firme do que qualquer experiência é “a palavra dos profetas”, ou seja, as Escrituras Sagradas. Que louco, o Pedro diz que ler a Bíblia é mais fantástico do que as suas experiências, até mesmo do que ver Jesus em glória ou Moisés e Elias no monte da transfiguração.

Talvez seja por isso que Paulo diz em Romanos 10:17 que a fé (certeza, saber) vem pelo ouvir e o ouvir da Palavra de Deus. Que aprendamos que saber é muito maior do que sentir e que a Palavra de Deus fala muito mais do que qualquer experiência

“Porque eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu tesouro até àquele dia” (I Timóteo 1:12)

“A fé o pensamento caminham juntos; e é impossível crer sem pensar” John Stott

“A fé que não provém da razão deve ser posta em dúvida, e a razão que leva à fé deve ser temida” G. Campbell Morgan


Luciano Bruno

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As mães são a referência para seus filhos. Isso é uma verdade incontestável que atinge a quase todas as pessoas. O resultado de quem sou, sem dúvida, é reflexo da educação, da moral, da verdade e do amor da minha mãe exerceu sobre mim. Todos somos assim. Indesculpavelmente consequência de nossos pais, sobretudo, das nossas mães a quem temos uma ligação forte. O umbigo é uma ligação eterna.

Claro que é bem comum que em um dia de comemoração como o dia das mães, essa expressão de máximo amor chamada mãe nos mobiliza a pensar sobre o que elas representam na nossa vida, e então, citamos mulheres que foram fantásticas e que mudaram a vida de seus filhos com uma atitude ou uma ação.

É o caso da virgem Maria, que gerou não só a solução do mundo, mas se demonstrou uma pessoa a imagem de Cristo, o seu filho. As virtudes dessa mulher expressavam Deus, tanto que a igreja católica acabou transformando a figura dela em uma santa, atribuindo a imagem dela um caráter de “ídolo” e a tendo como sinônimo de pureza extrema. (Nem quero entrar nesse mérito doutrinário).

Eu imagino Maria amamentando o menino Jesus, olhando para ele e se perguntando porque aquele menino, seu filho, era o Messias. Será que ela em nenhum momento perdeu a noção de que Jesus não era apenas um garoto, mas Deus ou teve essa consciência a todo momento. Na festa em Caná, a bíblia cita: “Disse-lhe Jesus a Maria: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. “ João 2:4. Será que o coração de mãe de Maria no fundo lamentava a morte do filho?

Algumas mães são geradoras milagres de Deus aqui na terra. Foi o caso de Isaque, a principio. Sara já estava com idade avançada e não tinha em si nenhuma condição para ser mãe, e Abraão, que também já estava com a idade avançada, tendo tirado sarro de Deus, ele lhe deu o filho cumprindo sua promessa.

Deus continuou falando: “Sarai também vai mudar de nome. Ela se chamará Sara, que quer dizer ‘Princesa’. “Abençoarei Sara e darei a você um filho dela. Sim, abençoarei Sara e farei que ela seja mãe de nações! Muitos reis estarão entre os descendentes dela.” Então Abraão se lançou ao chão, em atitude de adoração. Mas estava rindo por dentro, sem poder acreditar! “Eu, pai?!”, pensava ele.”Eu, com cem anos de idade, vou ser pai?! E Sara, com noventa anos, vai ter criança?!” Gênesis 17:15-17

Ser mãe é ter ministério. É educar, é aconselhar, apresentar a vida os filhos, é interceder. É ela a responsável por assumir essa missão , na qual somente ela tem condições. É ela um ser dotado de amor. É intransferível. Como dizem por aí: É chamado. “Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” 1 Timóteo 5.8

Isso não quer dizer que a mulher que não seja mãe, é menos agraciada que as outras. Quem assume uma posição de cristão precisa entender que há razões nos céus que não nos competem entender, sobretudo, há um propósito para que tudo que nos traga a vida, seja oriundo do céus. Isso tudo é plano divino.

Existem aquelas senhoras que não tem nenhuma alegria em seus filhos - pelo menos não a expressam em uma afetividade evidente – e abandonam o exercício da maternidade. Conheço histórias de mulheres que possuíam verdadeiros corações duros e seus filhos são pessoas atormentadas de traumas, mas também conheço mulheres que expressaram durante a vida a qualidade maior do amor.

Não adianta, ser mãe é dom de Deus. Não há nenhuma formula, nem algum modelo que possa nos dizer como agir, mas mães de verdade são aquelas que Educam, aconselham, apresentam a vida e intercedem, no mais, confiam que Deus é que estará zelando pelos seus filhos aonde seus olhos não alcançam. É matéria de fé.

Deus seja louvado por nossas mães.

Murillo Leal